Por que você repete os mesmos padrões emocionais?
Você já reparou que certas situações — brigas, decepções, escolhas — parecem se repetir na sua vida, quase como se fossem um roteiro? Isso tem explicação, e ela começa muito antes do que você imagina.
É comum ouvir, em sessão, frases como "sempre me apaixono pelo mesmo tipo de pessoa" ou "sempre acabo brigando pelos mesmos motivos". Isso não é coincidência. Na psicanálise, entendemos que grande parte do que vivemos hoje é orientado por padrões emocionais construídos muito cedo, na infância, e que continuam operando de forma automática, sem que a gente perceba.
O que são esses padrões?
São formas de reagir, de se relacionar e de interpretar o mundo que aprendemos a partir das nossas primeiras experiências afetivas. Se, por exemplo, você aprendeu cedo que precisava se esforçar muito para ser notada, é provável que — sem perceber — vá buscar relações e situações que repitam esse esforço.
Por que eles se repetem mesmo quando machucam?
Porque, para a mente, o "familiar" é mais seguro do que o "novo" — mesmo quando o familiar dói. Repetir é, de certa forma, uma tentativa (inconsciente) de finalmente resolver algo que ficou em aberto lá atrás.
O primeiro passo para romper o padrão
Não é força de vontade. É consciência. O processo psicanalítico existe justamente para colocar luz sobre esses padrões — para que, ao enxergá-los, você deixe de repeti-los no automático e passe a escolher, de fato, como quer viver suas relações.